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Fim de ano
Paulo Mendes Campos
rés do chão
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31 dez 2019
Com serenidade e ceticismo – e paciência...
Humberto Werneck
Como tantos de nós, Rubem Braga decididamente não morria de entusiasmo pelas festas de final de ano, quando menos por aquilo que elas costumam ter de alegria compulsória. Na sua deliciosa rabugice, o Sabiá da Crônica se permitia, em tais ocasiões, externar – por escrito, inclusive – uma quota de antipatia pelo inelutável vagalhão festeiro que a todos ameaça arrastar quando dezembro vai chegando ao fim. Em “O menino”, por exemplo, de 1952, o Braga admitiu que, para ele e demais “inquietos” e “desorganizados”, as festas de Natal e Ano Novo, longe de serem um prazer, acabam sendo “mais uma providência a tomar”. Na mesma ocasião, classificou de “louco” o fato de “receber votos de feliz Natal e grandioso Ano...
Ensaio de moda, Pirineus, s.d. Foto de Otto Stupakoff/ Acervo Instituto Moreira Salles
13 dez 2019
Doses de boa prosa
Humberto Werneck
Se nos outros meses do ano a gente não precisa de pretexto para brindar a alguma coisa, ou mesmo a coisa alguma, que dirá em dezembro, quadra do ano em que tudo nos incita, convoca e até obriga a um festivo encher & esvaziar de taças e de copos? Não terá sido diferente o panorama para os integrantes deste Portal da Crônica Brasileira, no qual, até onde a vista alcança, o destino não escalou um só abstêmio. Vários de nossos craques destilaram (ou fermentaram) crônicas sobre a bebida – e nenhum deles para condená-la. Ao contrário. Rubem Braga dedicou toda uma coluna, “Cachaça”, a denunciar o que lhe pareceu “sinistro plano de subversão nacional”: um projeto do deputado paulista Paulo Abreu, no início dos anos 1950,...
Campanha publicitária da Indústria de Bebidas Cinzano S/A - White Label, 1975. Foto de Chico Albuquerque. Chico Albuquerque/ Convênio Museu da Imagem e do Som - SP/ Acervo Instituto Moreira Salles
29 nov 2019
Neste país com nome de árvore
Humberto Werneck
Nascido em 1905, o cronista e romancista Jurandir Ferreira chegou ao fim da vida, quase um século depois, sem jamais vestir o figurino do velho ranzinza. Ao contrário, era conhecido também por sua bonomia. Mas nem por isso deu trégua a quem lhe parecesse ameaçar o sossego e as belezas naturais de sua cidade, a graciosa Poços de Caldas, no sul de Minas Gerais. Nos anos 1950, por exemplo, quando palavras como ecologia e ambientalismo ainda não tinham uso corrente, Jurandir Ferreira se insurgiu, em “Cabritos na horta”, contra o que qualificou como “furibundo projeto” – a construção de uma estrada rumo ao cume da Serra de São Domingos, que domina a paisagem de Poços. “Penso na inocência colossal e indefesa da montanha,...
De madrugada, o primeiro banho das mulheres na lagoa, Parque Indígena do Xingu, 1975 circa. Foto de Maureen Bisilliat/ Acervo Instituto Moreira Salles
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25 dez 1991
Manjedoura carioca
Otto Lara Resende
Folha de S.Paulo
A praça se chama Sagrada Família. Se está pensando que eu inventei, pode passar lá e ler a placa. Hélio Pellegrino e eu nos sentávamos num banco de manhã e tome conversa fiada. Ele gostava muito de distinguir os vários verdes das folhas. Um...
em magem
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6 ago 1966
História do Brasil
Paulo Mendes Campos
Manchete
E o Senhor disse: Agora criarei o mais estranho de todos os países. E ele será verde-amarelo e atenderá no concerto das nações pelo nome de Brasil. E ele nunca saberá com certeza o motivo de seu nome. Pois com o Brasil pretendo mostrar aos...
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19 mar 1960
Vulgaridade
Paulo Mendes Campos
Manchete
Andava de passagem pelo Rio um cavalheiro de incurável bom gosto. Finíssimo, simpaticíssimo, civilizadíssimo, moderníssimo, um desses homens que chamarei de adjetivos – ornamentais, diáfanos, vazios – em contraposição aos homens...
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4 out 1953
Ipanema
Rubem Braga
Correio da Manhã
A areia da praia está molhada; choveu durante a noite. O mar, quase imóvel, está cinza; apenas na transparência da pequena onda que avança ele tem um instante verde, que oscila e cai tornado espumas. ― Olha! Vemos passar no céu um bando de...
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29 set 1971
O caso dos bem-te-vis
Rachel de Queiroz
O Cruzeiro
Era um casal de bem-te-vis apaixonados. Voavam e pousavam, naquela primeira fase de amor de passarinho; namoro de asa e bico, entre o céu claro e a copa mais alta das árvores, aí tão parecido com namoro de gente – com a diferença de que gente...
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3 ago 1963
Fim de semana em Cabo Frio
Paulo Mendes Campos
Manchete
Estava tudo perfeito, mais que perfeito. Cabo Frio é tão fácil. As paisagens se desdobram como cartas de baralho. Meu corpo funcionava com uma regularidade batata. Sístoles, diástoles, inspiração, expiração, equilíbrio e energias, a...
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19 abr 1958
Uma conversa de bar
Rubem Braga
Manchete
Falamos sobre sorvetes, eu disse que tinha tomado um ótimo, de carambola.– Não sei que graça você acha em carambola.Falamos sobre carambola, discutimos sobre carambola; passamos a romã e finalmente a jambo; sim, há o jambo-moreno e o jambo...
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8 out 1966
Réquiem para os bares mortos
Paulo Mendes Campos
Manchete
Me perdia muito pelas grutas sombrias dos bares. À noite, conchas iluminadas, a ressoar em profundezas submarinas. Hoje sou um homem derramado. Fugindo à tempestade, entrei uma vez no Nacional, e lá se erguia – portentosa figura – um velho,...
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Antônio Maria
“O encontro melancólico”
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