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23 abr 1949
Amor de acidentado
Rachel de Queiroz
O Cruzeiro
rés do chão
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1 jun 2020
Saudade de tudo e nada
Humberto Werneck
Temperamento, feitio, inclinação natural para a visada realista que marca sua prosa – o fato é que Rachel de Queiroz dizia não sentir saudade do que quer que fosse. Nada, nenhuma, reforçava ela. Talvez nem mesmo da glória precoce que experimentou aos 19 anos, com a publicação de seu primeiro livro, o romance O Quinze, ou do dia de 1977 em que se tornou a primeira mulher a ser eleita para a Academia Brasileira de Letras. “Não tenho saudade de nada”, conta Rachel na crônica intitulada, exatamente, “Saudade”. “Nem da infância querida”, acrescenta, “nem mesmo de quem morreu”. Para surpresa de muitos, “nem sequer do primeiro dia em que nos vimos” – ela e o médico Oyama de Macedo, seu segundo marido e maior amor:...
Abraço, São Paulo-SP, 1953 circa. Foto de Alice Brill/ Acervo Instituto Moreira Salles.
15 mai 2020
Quem conta um sonho
Humberto Werneck
“O psicanalista é uma comadre bem paga”, cravou certa vez Otto Lara Resende, quem sabe para bulir com aquele que foi o seu maior amigo, o psicanalista (e bom poeta) Hélio Pellegrino. E não é impossível que Hélio estivesse na roda de conversa de que Otto fala em “Solução onírica”, na qual o assunto são os sonhos. E haja assunto! “Hoje todo mundo sabe o seu lance de psicologia”, escreve o cronista. “Freud e Jung dão pé para qualquer palpiteiro”. Em dado momento, alguém sugere que cada qual conte um sonho. O de Otto foi sobre um camarada de suas relações, que dera de lhe pedir, com implacável insistência, que encaminhasse um pedido dele ao presidente da Câmara dos Deputados – o Rio era ainda a capital federal,...
Art Center College of Design, Los Angeles, Estados Unidos da América, 1953 circa. Foto de Otto Stupakoff/ Acervo Instituto Moreira Salles.
30 abr 2020
Prendas de maio
Humberto Werneck
Otto Lara Resende gostava de dizer – e até deixou gravado, em 1981, num texto autobiográfico para o disco
Os quatro mineiros
– que nasceu num 1º de maio “não por ser Dia do Trabalho, mas por ser feriado”. Só gente mal informada poderia concluir daí que se tratava de alguém avesso ao batente – e para esses haveria um desmentido cravado em 1º de maio de 1991, data em que, chegando a nada juvenis 69 anos de idade, Otto iniciou na
Folha de S.Paulo
uma colaboração quase diária, só interrompida às vésperas da morte que o levou em 28 de dezembro de 1992. Ele quis que a crônica da estreia se chamasse “Bom dia para nascer” – texto cheio de diabruras bem suas, no qual, lá pelas tantas, se lê sobre outro...
Trabalhadores descarregando barco, Rio São Francisco, Bom Jesus da Lapa-BA, 1948. Foto de Marcel Gautherot/ Acervo Instituto Moreira Salles.
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jan 1951jan 1951
Galeria
Rubem Braga
Correio da Manhã
E então, no fim da tarde, quando eu vinha pela avenida, depois de andar por tantas e tão estreitas pequenas ruas atulhadas de bondes e caminhões, e passar o dia a discutir com homens comerciais, me senti tão cansado no fim da tarde quente, e...
em magem
em texto
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26 ago 1967
Uma aurora doida
Paulo Mendes Campos
Manchete
A aurora chegou tão bonita vestida de rosa, passou pela vidraça do quarto do hotel, de que não corro nunca as cortinas, passou através de minhas pálpebras, acordou meus olhos. Mas não me acordou a alma, que ficou dorme-sim-dorme-não, muito...
em texto
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14 maio 1960
Carta para depois
Paulo Mendes Campos
Manchete
E tendo abordado um avião, depois de duas horas e meia sobrevoava a cidade de Brasília, e era de tardinha quando fui convidado a desembarcar. E o amigo que me oferecera hospedaria não apareceu, mas um outro me levou para um lugar muito longe...
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31 maio 1949
O funileiro
Rubem Braga
O funileiro que se instalou à sombra de uma árvore, na minha rua, é um italiano do Sul. – Nós somos quase todos italianos – diz ele. – Mas tem de tudo. Tem muito cigano. Aí para Engenho de Dentro tem cigano que faz até tacho de...
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15 ago 1992
Falam as cores
Otto Lara Resende
Folha de S.Paulo
O Brasil já teve cinco bandeiras. Datam de 1645, 1811, 1821, 1822 e 1889. Duas como nação soberana. A do Império e a da República. Ambas verde-amarelas. A da República, hasteada pela primeira vez em 19 de novembro. Símbolo da pátria, é data...
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25 nov 1950
Monotonia
Rachel de Queiroz
O Cruzeiro
Um colega redator da Revista do Globo comentando qualquer coisa a meu respeito, diz que deve ter sido bom para mim mudar de ares, pois que “já estava correndo risco de se tornar monótona, comentando sempre os acontecimentos da Ilha do...
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14 jun 1969
Desculpem tocar no assunto
Rubem Braga
Diário de Notícias
Vocês desculpem tocar nesse assunto, mas a verdade é que está morrendo muita gente. Outro dia peguei por acaso num antigo caderninho de endereços que estava no fundo de uma gaveta, comecei a folhear e esfriei: quanto telefone de gente que já...
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26 out 1959
Eram cinco irmãos
Antônio Maria
Eram cinco irmãos, cinco pessoas muito unidas, numa família que vinha de avô muito bom e muito nobre. Acordavam de manhã cedinho, beijavam-se (os mais velhos ajudavam os menores a vestir-se), e sentavam a uma grande mesa de café. Comiam,...
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Rubem Braga
“Manifesto”
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