11 out 1980

O livro e seus magníficos chavões

 
Fonte: Da quieta substância dos dias. São Paulo, IMS, 1991, pp. 353-355

A Livraria Rio de Janeiro, instalada na rua desse mesmo nome, acaba de fechar após dois anos de atividades. Em termos de casa comercial, pode-se dizer que foi o tempo de abrir e fechar, pois nenhum comércio se estabelece para ser um piscar de olhos mas para chegar a netos. Se fosse um negócio que vendesse outra mercadoria, não tínhamos de estar nem surpresos nem desolados, porque sempre há mil e uma razões para o fracasso em outro tipo de mercado que seja heterogêneo e competidor. Mas, quando isso ainda uma vez acontece com uma casa que só vende livros, é para haver surpresa e lástimas soluçadas.

O livro é mercadoria que se registra nos gêneros de primeira importância. É vital como o oxigênio, como a água, como uma proteína. Devia haver uma lei que obrigasse toda casa a consumir pelo menos cada semana um livro, que nem precisava ser tamanho família, podia ser um livro de bolso mesmo.

Este país se desinflacionaria rapidamente ou jamais chegaria a ser inflacionado se o brasileiro lesse tanto quanto joga no bicho. A falta de alimento intelectual é que emagrece economicamente o povo, o que opila as suas forças e faz uma nação endividada. Se lesse mais não teria de passar por essas vergonhas de importar feijão, importar carne de vaca, importar leite, sendo um dos países maiores, mais cornucopiais e mais férteis deste mundo.

O livro é a ferramenta da fartura, que tira a barriga da miséria, aquela que, cultivando a cabeça, transmite a lucidez, a tenacidade e a coragem às mãos que cultivam a terra e enchem as despensas e os paióis. Povo burro que não tem diligência nem prudência e precisa comprar a outros o que come acaba encalacrado em sua terra e enforcado no estrangeiro.

Pessoa que lê é pessoa que fica milionária com um dinheiro peregrino que não conhece fronteiras, tem câmbio em toda parte, compra o incomprável.

Pobreza é uma avitaminose, um escorbuto da inteligência. Sem inteligência não há trabalho produtor, eis o chavão dos chavões, além dos anteriores e dos seguintes. E é onde o livro, que é o tônico, o remédio regenerador da inteligência, entra como a solução, o recurso lógico e oportuno. Por isso é que se admite existir no Brasil uma guerra secreta manobrando armas invisíveis contra o livro e contra tudo quanto ele representa e que, sendo a cultura, é também o know-how. E dizendo know-how é o mesmo que dizer as chaves do reino ou a mesa do banquete donde o Brasil tem estado longe.

Nas livrarias e nas bibliotecas está a origem das transformações econômicas do mundo moderno, fala o mestre John Kenneth Galbraith. Tanto Marx como Lenin foram inveterados leitores de livros e recorriam às bibliotecas públicas, um em Londres, outro em Berna. Razão pela qual há tão mal cuidadas bibliotecas e tão raras livrarias entre nós e por que o livro padece sob os silêncios, as sombras e os gelos com que o capitalismo explorador procura sufocá-lo. Daí também a marginalização do intelectual, marginalização que é a forma farisaica de o perseguir. O intelectual, quer dizer, o livro, é sempre uma ameaça que terrifica o mundo do dinheiro. Livro faz o homem enxergar e erguer a cabeça, quando o mundo do dinheiro quer um povo de óculos escuros, povo de coolies e de sutras.

Com esta linha de raciocínio na qual se pode dar um tanto de desconto às formas axiomáticas mais paroxísticas, creio que o governo deveria olhar paternalmente pela condição do livro dentro da unidade federativa e dentro também dos municípios. Na Federação existe o MEC, o ministério da proverbial somitiquice, dando ao livro alguns impalpáveis farelos. Porém o município parece que nem isso. Para mais de 100 milhões

de habitantes nosso país tem cerca de quatrocentas livrarias. Esta cidade com os seus 100 mil habitantes chegou a ter cinco, um número fabuloso.

Nossa primeira livraria deve ter sido uma que se chamava Agência Scalabrino, fundada por um ilustrado cavalheiro italiano, ao correr dos primeiros lustros deste século. Era uma excelente livraria onde se encontravam obras em vários idiomas. A Agência Scalabrino se transformou em Livraria Vida Social, do também douro professor e advogado Cornélio Tavares Hovelacque. Esta livraria se empenhou em sustentar em qualidade e variedade a linha livreira da Agência Scalabrino, mas as dificuldades, não do ofício, mas do negócio, levaram o balanço comercial a cifras pouco alentadoras. Daí a Livraria Vida Social, já sob a gerência do doutor Leibnitz Tavares Hovelacque, passou a não evoluir e ampliar, mas a diminuir o seu estoque de livros, preferindo atividades sem tantos gravames. Era exemplo e advertência que fariam deter novos e desavisados candidatos a livreiros. Porém, louve-se a bravura destes, seu amor ao livro, sua dedicação ao ingrato serviço da cultura intelectual: outras livrarias continuam a aparecer. Daqui a pouco serão vistas apenas as que desaparecem, caso o município não tenha em consideração o papel especialíssimo dessas casas de comércio que complementam o papel de nossas escolas, colégios e faculdades.

O comércio do livro é uma instituição que também merece do governo municipal incentivos, subsídios, isenções e favores múltiplos que a ajudem a manter as portas abertas. Já tivemos abertos onze cassinos e um benemérito os fechou. Temos quatro livrarias e que nome daremos a quem concorrer para fechá-las?

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A Livraria Rio de Janeiro, instalada na rua desse mesmo nome, acaba de fechar após dois anos de atividades. Em termos de casa comercial, pode-se dizer que foi o tempo de abrir e fechar, pois nenhum comércio se estabelece para ser um piscar de olhos mas para chegar a netos. Se fosse um negócio que vendesse outra mercadoria, não tínhamos de estar nem surpresos nem desolados, porque sempre há mil e uma razões para o fracasso em outro tipo de mercado que seja heterogêneo e competidor. Mas, quando isso ainda uma vez acontece com uma casa que só vende livros, é para haver surpresa e lástimas soluçadas.

O livro é mercadoria que se registra nos gêneros de primeira importância. É vital como o oxigênio, como a água, como uma proteína. Devia haver uma lei que obrigasse toda casa a consumir pelo menos cada semana um livro, que nem precisava ser tamanho família, podia ser um livro de bolso mesmo.

Este país se desinflacionaria rapidamente ou jamais chegaria a ser inflacionado se o brasileiro lesse tanto quanto joga no bicho. A falta de alimento intelectual é que emagrece economicamente o povo, o que opila as suas forças e faz uma nação endividada. Se lesse mais não teria de passar por essas vergonhas de importar feijão, importar carne de vaca, importar leite, sendo um dos países maiores, mais cornucopiais e mais férteis deste mundo.

O livro é a ferramenta da fartura, que tira a barriga da miséria, aquela que, cultivando a cabeça, transmite a lucidez, a tenacidade e a coragem às mãos que cultivam a terra e enchem as despensas e os paióis. Povo burro que não tem diligência nem prudência e precisa comprar a outros o que come acaba encalacrado em sua terra e enforcado no estrangeiro.

Pessoa que lê é pessoa que fica milionária com um dinheiro peregrino que não conhece fronteiras, tem câmbio em toda parte, compra o incomprável.

Pobreza é uma avitaminose, um escorbuto da inteligência. Sem inteligência não há trabalho produtor, eis o chavão dos chavões, além dos anteriores e dos seguintes. E é onde o livro, que é o tônico, o remédio regenerador da inteligência, entra como a solução, o recurso lógico e oportuno. Por isso é que se admite existir no Brasil uma guerra secreta manobrando armas invisíveis contra o livro e contra tudo quanto ele representa e que, sendo a cultura, é também o know-how. E dizendo know-how é o mesmo que dizer as chaves do reino ou a mesa do banquete donde o Brasil tem estado longe.

Nas livrarias e nas bibliotecas está a origem das transformações econômicas do mundo moderno, fala o mestre John Kenneth Galbraith. Tanto Marx como Lenin foram inveterados leitores de livros e recorriam às bibliotecas públicas, um em Londres, outro em Berna. Razão pela qual há tão mal cuidadas bibliotecas e tão raras livrarias entre nós e por que o livro padece sob os silêncios, as sombras e os gelos com que o capitalismo explorador procura sufocá-lo. Daí também a marginalização do intelectual, marginalização que é a forma farisaica de o perseguir. O intelectual, quer dizer, o livro, é sempre uma ameaça que terrifica o mundo do dinheiro. Livro faz o homem enxergar e erguer a cabeça, quando o mundo do dinheiro quer um povo de óculos escuros, povo de coolies e de sutras.

Com esta linha de raciocínio na qual se pode dar um tanto de desconto às formas axiomáticas mais paroxísticas, creio que o governo deveria olhar paternalmente pela condição do livro dentro da unidade federativa e dentro também dos municípios. Na Federação existe o MEC, o ministério da proverbial somitiquice, dando ao livro alguns impalpáveis farelos. Porém o município parece que nem isso. Para mais de 100 milhões

de habitantes nosso país tem cerca de quatrocentas livrarias. Esta cidade com os seus 100 mil habitantes chegou a ter cinco, um número fabuloso.

Nossa primeira livraria deve ter sido uma que se chamava Agência Scalabrino, fundada por um ilustrado cavalheiro italiano, ao correr dos primeiros lustros deste século. Era uma excelente livraria onde se encontravam obras em vários idiomas. A Agência Scalabrino se transformou em Livraria Vida Social, do também douro professor e advogado Cornélio Tavares Hovelacque. Esta livraria se empenhou em sustentar em qualidade e variedade a linha livreira da Agência Scalabrino, mas as dificuldades, não do ofício, mas do negócio, levaram o balanço comercial a cifras pouco alentadoras. Daí a Livraria Vida Social, já sob a gerência do doutor Leibnitz Tavares Hovelacque, passou a não evoluir e ampliar, mas a diminuir o seu estoque de livros, preferindo atividades sem tantos gravames. Era exemplo e advertência que fariam deter novos e desavisados candidatos a livreiros. Porém, louve-se a bravura destes, seu amor ao livro, sua dedicação ao ingrato serviço da cultura intelectual: outras livrarias continuam a aparecer. Daqui a pouco serão vistas apenas as que desaparecem, caso o município não tenha em consideração o papel especialíssimo dessas casas de comércio que complementam o papel de nossas escolas, colégios e faculdades.

O comércio do livro é uma instituição que também merece do governo municipal incentivos, subsídios, isenções e favores múltiplos que a ajudem a manter as portas abertas. Já tivemos abertos onze cassinos e um benemérito os fechou. Temos quatro livrarias e que nome daremos a quem concorrer para fechá-las?

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O livro é a ferramenta da fartura, que tira a barriga da miséria, aquela que, cultivando a cabeça, transmite a lucidez, a tenacidade e a coragem às mãos que cultivam a terra e enchem as despensas e os paióis. Povo burro que não tem diligência nem prudência e precisa comprar a outros o que come acaba encalacrado em sua terra e enforcado no estrangeiro.

Pessoa que lê é pessoa que fica milionária com um dinheiro peregrino que não conhece fronteiras, tem câmbio em toda parte, compra o incomprável.

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Nas livrarias e nas bibliotecas está a origem das transformações econômicas do mundo moderno, fala o mestre John Kenneth Galbraith. Tanto Marx como Lenin foram inveterados leitores de livros e recorriam às bibliotecas públicas, um em Londres, outro em Berna. Razão pela qual há tão mal cuidadas bibliotecas e tão raras livrarias entre nós e por que o livro padece sob os silêncios, as sombras e os gelos com que o capitalismo explorador procura sufocá-lo. Daí também a marginalização do intelectual, marginalização que é a forma farisaica de o perseguir. O intelectual, quer dizer, o livro, é sempre uma ameaça que terrifica o mundo do dinheiro. Livro faz o homem enxergar e erguer a cabeça, quando o mundo do dinheiro quer um povo de óculos escuros, povo de coolies e de sutras.

Com esta linha de raciocínio na qual se pode dar um tanto de desconto às formas axiomáticas mais paroxísticas, creio que o governo deveria olhar paternalmente pela condição do livro dentro da unidade federativa e dentro também dos municípios. Na Federação existe o MEC, o ministério da proverbial somitiquice, dando ao livro alguns impalpáveis farelos. Porém o município parece que nem isso. Para mais de 100 milhões

de habitantes nosso país tem cerca de quatrocentas livrarias. Esta cidade com os seus 100 mil habitantes chegou a ter cinco, um número fabuloso.

Nossa primeira livraria deve ter sido uma que se chamava Agência Scalabrino, fundada por um ilustrado cavalheiro italiano, ao correr dos primeiros lustros deste século. Era uma excelente livraria onde se encontravam obras em vários idiomas. A Agência Scalabrino se transformou em Livraria Vida Social, do também douro professor e advogado Cornélio Tavares Hovelacque. Esta livraria se empenhou em sustentar em qualidade e variedade a linha livreira da Agência Scalabrino, mas as dificuldades, não do ofício, mas do negócio, levaram o balanço comercial a cifras pouco alentadoras. Daí a Livraria Vida Social, já sob a gerência do doutor Leibnitz Tavares Hovelacque, passou a não evoluir e ampliar, mas a diminuir o seu estoque de livros, preferindo atividades sem tantos gravames. Era exemplo e advertência que fariam deter novos e desavisados candidatos a livreiros. Porém, louve-se a bravura destes, seu amor ao livro, sua dedicação ao ingrato serviço da cultura intelectual: outras livrarias continuam a aparecer. Daqui a pouco serão vistas apenas as que desaparecem, caso o município não tenha em consideração o papel especialíssimo dessas casas de comércio que complementam o papel de nossas escolas, colégios e faculdades.

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