A verdade é que acordei aborrecido, principalmente comigo mesmo. O Braga está agindo mal; e é pena, porque se trata de uma pessoa aproveitável. Vamos ver se, com o tempo, é possível recuperá-lo, como agora é uso dizer.
Outra palavra da moda é “essencialidade”, lançada pela Cexim. Bem, mas a leitura do jornal não me ajuda a erguer o ânimo: perdemos para os peruanos; o time não se articulou, não engrenou, não produziu nada, parecia um time de bragas. Além do mais, sou informado pela seção “Vida Comercial” do Correio da Manhã de que “os gravosos estão empacados”. Precisamos recuperar o Braga, essencializar a Cexim, reestruturar o escrete e desempacar os gravosos.
O pior é que hoje já é sexta-feira, e além disso março está se acabando e ninguém mostra o menor sinal de estar criando uma mentalidade de abril. Mentalizemos abril; ele nos trará muitas favorabilidades, como diz o Mirakoff.
Como estou escrevendo mal; isto deve ser o chamado estilo gravoso, com tendência para o empacamento. Preciso essencializar minhas crônicas. Em todo caso, posso afirmar ao sr. Getúlio Vargas que não tenho, sinceramente, a menor restrição a fazer ao seu último discurso, isto é, à sua mensagem. E o motivo é simples: não li. Será gravoso o nosso presidente? Empacará?
Ainda bem que o meu amigo Luis Luna retificou aquele trecho de sua entrevista com o meu também amigo Arnon de Melo, em que se falava de umbu, mas deu a louca na revisão do Diário de Notícias, e saiu isto, que me deixara profundamente contristado: “o melhor alimento do sertanejo ainda era o urubu, cuja safra estava terminando”.
Com esta eu me vou. Estou muito down, como dizem as pessoas bem, quando não estão bem. Adeus.