Um colega redator da Revista do Globo comentando qualquer coisa a meu respeito, diz que deve ter sido bom para mim mudar de ares, pois que “já estava correndo risco de se tornar monótona, comentando sempre os acontecimentos da Ilha do Governador, onde reside”. Creio que há um engano nesse reparo do caro colega: não estou correndo risco de me tornar monótona; eu já estou é ficando pau como diabo com estas eternas histórias de ilha e do Ceará, com esta lengalenga infindável em redor do meu quintal. Hélas, ninguém se apercebe disso melhor do que eu própria; e bem quisera libertar-me desse círculo de peru onde fico a rondar sem fuga, bicando o mesmo grão de milho. Mas nunca fui pessoa de largos horizontes. Tenho por obrigação escrever esta crônica todas as semanas, falando do que vejo e de quem conheço; — que hei de fazer se a vida da gente é estreita, estreitos os caminhos por onde anda, poucos em número e em variedade os conhecidos? Aliás, quero crer que o colega ainda se engana em outro ponto: si cette chanson vous embête, o mal não está no assunto da cantiga, propriamente, mas no intérprete. Pode-se jamais sair — já não digo de uma ilha tão grande, mas jamais sair de uma rua ou de uma casa, e até mesmo ficar eternamente contemplando o próprio nariz — e através dele enxergar em massa as galáxias do céu, e jamais ser monótono. A monotonia está é dentro de nós próprios — dentro de mim, para especificar bem.

Tanto é que a tal mudança de ares parece que não me fez benefício de monta; vi tanta coisa, tanta gente, tanta casa, tanta água e tanta terra — e, meu Deus — em que foi que aproveitei? Me comparo com um corrupião da Paraíba que descobri atirado numa gaiola, no Jardim Zoológico de Londres. O bicho desbotado e triste, bicava um pedaço de fruta. Junto dele cantavam passarinhos de nome ilustre, desses que Shakespeare já citava, toutinegras e cotovias, nem sei. Mas não adiantava: quando o corrupião abriu o bico, não cantou de rouxinol nem de melro, como seria de esperar. O que ele soltou foi o velho “sofrê... sofrê !...” angustioso que aprendera ainda no ninho, no brejo paraibano...

Dizem que cada escritor, durante toda a vida, dispõe apenas de dois ou três assuntos. Vive a moê-los no seu moinho, a apresentá-los com roupagens que imagina diferentes, — mas o conteúdo é sempre o mesmo. Eu talvez não tenha dois nem três, só tenho um... E se já estou assim cacete agora, imaginem como não estarei daqui a uns vinte anos, contando, como todo velho, sempre os mesmos casos, sempre os mesmos casos...

*

O que me salva um pouco, talvez, é que neste país — como em quase todo o mundo, não há, como se imagina, o gosto da mudança, da variedade. Nem sei mesmo se seria prudente a ideia de mudanças. O povo não gosta de variedade, o povo gosta é de continuidade. Se não mudo nunca, sou uma quantidade garantida, não lhe dou surpresas, não invento modas — o que é sempre incômodo. O inventor de modas é um fator de insegurança, enquanto o amante da continuidade é fator de paz. Claro que é chato. Mas o futuro é dos chatos.

Não vê o caso de Getúlio? Nunca mudou, desde que o conhecemos. Há vinte anos faz as mesmas coisas, dá os mesmos golpes, repete as mesmas trapaças. A pregação feita para as eleições de 30 é perfeitamente idêntica à que fez para as de 50. Variam ambas na forma, apenas, porque os “negros” que escreveram os discursos não são os mesmos — uns morreram, outros estão velhos demais... Ele não cumpriu o que prometeu em 30 — e sabe-se que não cumprirá também o que prometeu em 50. Mas faz bem ao povo ouvir a mesma história, faz bem rever a velha cara do homem no palácio; o mais forte argumento a favor da recondução do caudilho foi “que já se estava acostumado com ele...”.

*

Fico pois aqui com as minhas velhas histórias, os meus casos repetidos... Água mole em pedra dura... Quem sabe ainda não acabo sendo qualquer coisa neste país?

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Um colega redator da Revista do Globo comentando qualquer coisa a meu respeito, diz que deve ter sido bom para mim mudar de ares, pois que “já estava correndo risco de se tornar monótona, comentando sempre os acontecimentos da Ilha do Governador, onde reside”. Creio que há um engano nesse reparo do caro colega: não estou correndo risco de me tornar monótona; eu já estou é ficando pau como diabo com estas eternas histórias de ilha e do Ceará, com esta lengalenga infindável em redor do meu quintal. Hélas, ninguém se apercebe disso melhor do que eu própria; e bem quisera libertar-me desse círculo de peru onde fico a rondar sem fuga, bicando o mesmo grão de milho. Mas nunca fui pessoa de largos horizontes. Tenho por obrigação escrever esta crônica todas as semanas, falando do que vejo e de quem conheço; — que hei de fazer se a vida da gente é estreita, estreitos os caminhos por onde anda, poucos em número e em variedade os conhecidos? Aliás, quero crer que o colega ainda se engana em outro ponto: si cette chanson vous embête, o mal não está no assunto da cantiga, propriamente, mas no intérprete. Pode-se jamais sair — já não digo de uma ilha tão grande, mas jamais sair de uma rua ou de uma casa, e até mesmo ficar eternamente contemplando o próprio nariz — e através dele enxergar em massa as galáxias do céu, e jamais ser monótono. A monotonia está é dentro de nós próprios — dentro de mim, para especificar bem.

Tanto é que a tal mudança de ares parece que não me fez benefício de monta; vi tanta coisa, tanta gente, tanta casa, tanta água e tanta terra — e, meu Deus — em que foi que aproveitei? Me comparo com um corrupião da Paraíba que descobri atirado numa gaiola, no Jardim Zoológico de Londres. O bicho desbotado e triste, bicava um pedaço de fruta. Junto dele cantavam passarinhos de nome ilustre, desses que Shakespeare já citava, toutinegras e cotovias, nem sei. Mas não adiantava: quando o corrupião abriu o bico, não cantou de rouxinol nem de melro, como seria de esperar. O que ele soltou foi o velho “sofrê... sofrê !...” angustioso que aprendera ainda no ninho, no brejo paraibano...

Dizem que cada escritor, durante toda a vida, dispõe apenas de dois ou três assuntos. Vive a moê-los no seu moinho, a apresentá-los com roupagens que imagina diferentes, — mas o conteúdo é sempre o mesmo. Eu talvez não tenha dois nem três, só tenho um... E se já estou assim cacete agora, imaginem como não estarei daqui a uns vinte anos, contando, como todo velho, sempre os mesmos casos, sempre os mesmos casos...

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O que me salva um pouco, talvez, é que neste país — como em quase todo o mundo, não há, como se imagina, o gosto da mudança, da variedade. Nem sei mesmo se seria prudente a ideia de mudanças. O povo não gosta de variedade, o povo gosta é de continuidade. Se não mudo nunca, sou uma quantidade garantida, não lhe dou surpresas, não invento modas — o que é sempre incômodo. O inventor de modas é um fator de insegurança, enquanto o amante da continuidade é fator de paz. Claro que é chato. Mas o futuro é dos chatos.

Não vê o caso de Getúlio? Nunca mudou, desde que o conhecemos. Há vinte anos faz as mesmas coisas, dá os mesmos golpes, repete as mesmas trapaças. A pregação feita para as eleições de 30 é perfeitamente idêntica à que fez para as de 50. Variam ambas na forma, apenas, porque os “negros” que escreveram os discursos não são os mesmos — uns morreram, outros estão velhos demais... Ele não cumpriu o que prometeu em 30 — e sabe-se que não cumprirá também o que prometeu em 50. Mas faz bem ao povo ouvir a mesma história, faz bem rever a velha cara do homem no palácio; o mais forte argumento a favor da recondução do caudilho foi “que já se estava acostumado com ele...”.

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Tanto é que a tal mudança de ares parece que não me fez benefício de monta; vi tanta coisa, tanta gente, tanta casa, tanta água e tanta terra — e, meu Deus — em que foi que aproveitei? Me comparo com um corrupião da Paraíba que descobri atirado numa gaiola, no Jardim Zoológico de Londres. O bicho desbotado e triste, bicava um pedaço de fruta. Junto dele cantavam passarinhos de nome ilustre, desses que Shakespeare já citava, toutinegras e cotovias, nem sei. Mas não adiantava: quando o corrupião abriu o bico, não cantou de rouxinol nem de melro, como seria de esperar. O que ele soltou foi o velho “sofrê... sofrê !...” angustioso que aprendera ainda no ninho, no brejo paraibano...

Dizem que cada escritor, durante toda a vida, dispõe apenas de dois ou três assuntos. Vive a moê-los no seu moinho, a apresentá-los com roupagens que imagina diferentes, — mas o conteúdo é sempre o mesmo. Eu talvez não tenha dois nem três, só tenho um... E se já estou assim cacete agora, imaginem como não estarei daqui a uns vinte anos, contando, como todo velho, sempre os mesmos casos, sempre os mesmos casos...

*

O que me salva um pouco, talvez, é que neste país — como em quase todo o mundo, não há, como se imagina, o gosto da mudança, da variedade. Nem sei mesmo se seria prudente a ideia de mudanças. O povo não gosta de variedade, o povo gosta é de continuidade. Se não mudo nunca, sou uma quantidade garantida, não lhe dou surpresas, não invento modas — o que é sempre incômodo. O inventor de modas é um fator de insegurança, enquanto o amante da continuidade é fator de paz. Claro que é chato. Mas o futuro é dos chatos.

Não vê o caso de Getúlio? Nunca mudou, desde que o conhecemos. Há vinte anos faz as mesmas coisas, dá os mesmos golpes, repete as mesmas trapaças. A pregação feita para as eleições de 30 é perfeitamente idêntica à que fez para as de 50. Variam ambas na forma, apenas, porque os “negros” que escreveram os discursos não são os mesmos — uns morreram, outros estão velhos demais... Ele não cumpriu o que prometeu em 30 — e sabe-se que não cumprirá também o que prometeu em 50. Mas faz bem ao povo ouvir a mesma história, faz bem rever a velha cara do homem no palácio; o mais forte argumento a favor da recondução do caudilho foi “que já se estava acostumado com ele...”.

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